6 de junho de 2007

EDUCOM AFRO DA PUCRS PROMOVE PALESTRA SOBRE A NEGRITUDE

Grupo de Pesquisa
Educomunicação e Produção Cultural Afro-Brasileira (EDUCOM AFRO)
reflete sobre a temática da cultura negra nos currículos escolares


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Profa. Ms. Adriana Santos

No dia 6 de junho, o Grupo de Pesquisa EDUCOM AFRO promoveu a palestra "A cultura negra no Currículo Escolar", ministrada pela Profa. Ms. Adriana Santos, assessora pedagógica das relações étnicas da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, no auditório do Campus Viamão da PUCRS.

No evento, a Profa. Adriana refletiu sobre o papel do educador frente aos desafios da educação inclusiva. Enfatizou que o professor é um agente social fundamental na formação de alunos orgulhosos em serem descendentes de italianos, alemães, africanos, indígenas, entre outras culturas para a elevação da auto-estima e construção de uma sociedade brasileira mais justa.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Profa. Dra. Leunice de Oliveira, líder do EDUCOM AFRO
Profa. Ms. Adriana Santos, assessora da SMED/POA
Prof. Dr. Thadeu Weber, Diretor do Campus Viamão/PUCRS

A palestra teve encerramento com a doação, ao Grupo de Pesquisa EDUCOM AFRO, do livro "Diversidade étnica: dialogando com a história e a cultura negra", organizado pela Profa. Adriana e editado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), por meio da Assessoria de Relações Étnicas. A obra traz relatos sobre iniciativas desenvolvidas nas escolas públicas municipais de Porto Alegre a partir do projeto A Cor da Cultura e da Lei n° 10.639/03, que visa à inclusão da história e cultura afro-brasileira no currículo escolar.

31 de maio de 2007

EDUCOM AFRO NA FEIRA DO LIVRO MARISTA

29/08/2007 | Viamão | Educação
FEIRA DO LIVRO MARISTA GRAÇAS E EDUCOM AFRO VALORIZAM O SAMBA

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Central do Samba na Feira do Livro
No último dia 25 de agosto, o EDUCOM AFRO do Campus Viamão da PUCRS e o Instituto Marista Graças convidaram o Movimento Central do Samba para participar da terceira edição da Feira do Livro Marista Graças, que este ano tematizou a "Pluralidade Cultural do Brasil".

A Feira do Livro Marista Graças iniciou no dia 22, recebendo escritores gaúchos, contadores de história, artistas musicais e espetáculos teatrais, além de promover palestras, oficinas e bate-papos para o debate sobre a pluralidade cultural brasileira.

Durante o envento, os alunos puderam expôr os trabalhos produzidos sobre a temática e participar do "troca-troca" de livros usados, compartilhando o gosto pela leitura.

Na tarde de sábado chuvoso, o espetáculo ficou por conta da RODA DE SAMBA do Central do Samba, que interpretou clássicos da música popular brasileira, enquanto pais, estudantes, educadores, convidados e a comunidade viamonense saboriaram uma típica feijoada.

SAIBA MAIS:
INSTITUTO MARISTA GRAÇAS
www.maristas.org.br/colegios/site.asp?cod=21
CENTRAL DO SAMBA
www.centraldosamba.blogspot.com
EDUCOM AFRO
www.criancanegritude.blogspot.com
PUCRS - CAMPUS VIAMÃO
www.pucrs.br/viamao

PACC PARTICIPA DE SALÃO DE PESQUISA

PROJETO 20
DO CURSO DE PEDAGOGIA
DO CAMPUS VIAMÃO DA PUCRS


No dia 25 de maio, Maura C. S. Carneiro, bolsista da PUCRS, apresentou a pesquisa Produção Afro-Cutltural para a Criança (PACC) no PROJETO 20, que estimula o fazer científico dos acadêmicos de pedagogia no Campus Viamão da PUCRS.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Maura C. S. Carneiro

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Lotaram o auditório, alunos do Campus Viamão e
alunos do Curso de Pedagogia e Multimeios do
Campus Central da PUCRS/POA.


*******************
SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA ULBRA
Universidade Luterana do Brasil - Canoas/RS

No dia 31 de maio, Maura C. S. Carneiro, bolsista da PUCRS, apresentou a pesquisa Produção Afro-Cutltural para a Criança (PACC) no Salão de Iniciação Científica da ULBRA. O trabalho fará parte dos anais do evento, com o resumo e um artigo sobre o projeto.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Maura C. S. Carneiro e
banca avaliadora do salão.

24 de maio de 2007

PUCRS OFERECE O CURSO "PRODUÇÃO CULTURAL AFRO-BRASILEIRA PARA A CRIANÇA - LEI 10.639"

por Sátira Machado

CURSO INICIA EM 10 DE AGOSTO DE 2007


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Estão abertas as inscrições para o curso de extensão “Produção Cultural Afro-Brasileira para a Criança – Lei 10.639” no Campus Viamão da PUCRS. O curso oferece os módulos: Educação na Diversidade , Identidade e Etnicidade e Educomunicação e Interculturalidade. As aulas ocorrem nas sextas à noite e aos sábados pela manhã, de agosto a outubro, e o valor do investimento é de R$ 200,00.

O curso tem suporte no projeto de pesquisa Produção Afro-Cultural para a Criança (PACC), orientado pela Profª Dr. Leunice Martins de Oliveira. A pesquisa situa o papel da literatura infantil na emancipação da criança e reflete sobre a contribuição da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional, estabelecendo um diálogo com o jornal, o cinema, o rádio, a tevê, a Internet, as histórias em quadrinhos, o brinquedo, a ilustração, etc. que são elementos influentes na construção das identidades infantis. O curso amplia o eixo de atuação dos professores, educadores e agentes sociais e é uma rica forma de integração entre a teoria e a prática educativa.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Educação (Faced)
Curso de Pedagogia – Campus Viamão
Av. Senador Salgado Filho, 7000
Telefone (51) 3320-7100
campusviamao@pucrs.br
Viamão, RS, Brasil
Caixa Postal 236
CEP 94440-970

www.pucrs.br/cursoseeventos

SERVIÇO:

Curso de extensão:
“PRODUÇÃO CULTURAL AFRO-BRASILEIRA PARA A CRIANÇA – Lei 10.639”

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Gilberto Ferreira, Elsa Avancini,
Leunice Oliveira e Sátira Machado

Módulo I
Educação na Diversidade,
Prof. Dr. Gilberto Ferreira

Módulo II
Identidade e Etnicidade,
Profa. Dra. Elsa Gonçalves Avancini

Módulo III
Educomunicação e Interculturalidade,
Profa. Ms. Sátira Machado,
coordenadora do Curso de Extensão

Carga Horária: 60 horas/aula
Certificação: PUCRS
Duração: 10/08/07 - 20/10/07
Sexta-feira: 18h30min às 22 horas
Sábado: 8 horas às 11h30min
Local: Campus Viamão
Investimento:
R$ 200,00
(entrada de R$ 68,00 mais duas parcelas de R$ 66,00).

**********************
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

"Produção Cultural Afro-Brasileira para a Criança - Lei 10.639"

UNIDADE PROMOTORA

Campus Viamão da PUCRS,
Faculdade de Educação(Faced),
Curso de Pedagogia,
Grupo de Pesquisa "Educomunicação e Produção Cultural Afro-brasileira",
coordenado pela Prof. Dr. Leunice Martins de Oliveira

APRESENTAÇÃO DO CURSO

No século XXI, educar para a diversidade - incluindo a história, a memória e a tradição dos descendentes de africanos e dos vários grupos étnicos que forma a cultura brasileira - é uma questão para todos, ou ao menos para aqueles preocupados em construir um mundo melhor.

A proposta inovadora do curso de extensão universitária "Produção Cultural Afro-Brasileira para a Criança - Lei 10.639" visa a integração entre a universidade e a comunidade, no sentido de propiciar a formação continuada de professores e a capacitação de educadores e agentes sociais em prol da Lei 10639/2003, que inclui a temática da “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana” no ensino da rede escolar do Brasil.

O curso tem suporte no projeto de pesquisa Produção Afro-Cultural para a Criança (PACC), orientado pela Profª Dr. Leunice Martins de Oliveira, doutora em educação pela UFRGS com a tese "A busca do sentido da educação intercultural".

A pesquisa PACC situa o papel da literatura infantil na emancipação da criança e reflete sobre a contribuição da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional, estabelecendo um diálogo com o jornal, o cinema, o rádio, a tevê, a Internet, as histórias em quadrinhos, o brinquedo, a ilustração, etc. que são elementos fundamentais para a construção das identidades infantis. Os resultados da pesquisa são fontes importantes para professores da rede de ensino e a troca de experiências entre os alunos do curso serão uma rica forma de integração entre a teoria e a prática.

O projeto PACC tem origem na pesquisa Tendências Contemporâneas da Produção Cultural para a Criança (1985-2005), orientado pela Profª Dr. Sissa Jacoby, da Faculdade de Letras da PUCRS, que evidenciou uma incidência maior de produtos afro-culturais oferecidos à criança, como resultado da implantação e implementação da Lei 10639/03. A pesquisa é a continuidade das primeiras reflexões sobre o poder emancipatório e a qualidade dos objetos culturais disponíveis às crianças, editadas no livro A Produção Cultural para a Criança, de Regina Zilberman, em 1982. E também, é o resultado dos seminários da disciplina "Produção Cultural para a Criança", oferecido aos alunos de especialização, mestrado e doutorado da PUCRS, que se transformou em projeto de pesquisa coordenado pela Profª. Dr. Solange Medina Ketzer, até 2002.

Considerando a experiência cultural da criança de hoje, que é permeada por uma vasta oferta de produtos culturais, o curso dá ênfase à cultura afro-brasileira ao mesmo tempo em que prioriza a formação continuada de professores e agentes sociais para a educação na diversidade, contemplando as relações étnico-raciais dos brasileiros. Para tanto, oferece três módulos: “Identidade e Etnicidade”, “Educação na Diversidade” e “Educomunicação e Interculturalidade”. O curso será desenvolvido de forma presencial.

Como saldo final, pretende-se formar educadores e agentes sociais fomentadores de idéias e ideais comprometidos com a emancipação e a cidadania de seus educandos.

OBJETIVOS DO CURSO:

Geral:
• Propiciar a formação continuada de professores, educadores e agentes sociais acerca da "Produção Cultural Afro-Brasileira para a Criança - Lei 10.639", lei que inclui a temática da “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana” no ensino da rede escolar do Brasil.

Específicos:
• Oferecer capacitação nas áreas de Identidade e Etnicidade, Educação na Diversidade e Educomunicação e Interculturalidade, com ênfase na produção cultural afro-brasileira para a criança;

• propiciar o conhecimento da produção cultural afro-brasileira para a criança em sintonia com as produções culturais dos demais grupos étnicos que compõem a identidade nacional;

• promover a reflexão, a liberdade de expressão e a crítica construtiva para a convivência étnico-racial dos cidadãos, possibilitando a releitura da cultura, da história e da identidade dos afro-descendentes e de todos os brasileiros.


JUSTIFICATIVA DO CURSO

Século XXI: Novo olhar sobre a diversidade cultural brasileira

Na contemporaneidade, a globalização aproxima culturas diversas e intensifica as relações humanas pautadas pelo encontro das diferenças. As instituições internacionais passam a considerar a diversidade1 dos vários povos da terra como um tesouro imaterial e material a ser valorizado e preservado. As novas tendências mundiais influenciam os estudos culturais e, no Brasil, os cidadãos buscam resgatar a identidade nacional, de um ponto de vista bem mais comprometido com a pluralidade étnica e cultural do país.

O (re)conhecimento das múltiplas faces da criança brasileira de várias etnias, de distintas classes sociais, de variadas necessidades especiais, entre outras diversidades leva a atualização da LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB - Lei Federal nº. 9.394/96). A LDB é complementada pelos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNs) e a Pluralidade Cultural tem um capítulo especial nesse documento. Os PCNs foram instituídos pelo ministro Paulo Renato Souza, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1997) e sugerem a inclusão de conteúdos mais significativos para a cidadania brasileira. No entanto, pesquisas revelam a lacuna existente na literatura, nos livros didáticos e na mídia, por exemplo, quando se trata da respeitosa divulgação da história, da memória e sa tradição dos afro-brasileiros, indígenas, ciganos, entre outros povos formadores da cultura do Brasil.

Em 2000, O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que quase 50% da população brasileira se auto declara negra. Assim, o ministro Cristovam Buarque e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alteram a LDB e aprovam a Lei Federal nº 10.639/03, em 9 de janeiro de 2003, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino da "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana" na rede escolar. A Lei 10.639 é de autoria da deputada gaúcha Esther Grossi e do deputado mineiro Ben Hur Ferreira. É regulamentada pelas DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA, cuja gaúcha Profa. Dr. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – conselheira do Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno – é relatora.

Quatro anos se passaram desde a publicação da Lei 10.639/03 e os professores da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio e do ensino acadêmico de todo o Brasil ainda buscam uma formação (teórico-prática) adequada para a efetiva implementação da lei, alegando não terem sido “preparados para tal demanda”. Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu), tem incentivado ações que estimulem a criação de instrumentos de suporte para a implantação da Lei Federal 10.639/03.

Desde então, surgem novos cursos – presenciais e à distância - sobre a história da áfrica, a diáspora africana, a história dos afro-brasileiros, o ensino da afro-cultura, a literatura afro-brasileira, a mídia negra, a saúde da população negra, a educação quilombola , as políticas públicas para a comunidade negra, os direitos humanos com ênfase na promoção da igualdade racial, entre outros temas ligados a diversidade étnico-racial brasileira. Registra-se também a premiação e reconhecimento de produtos culturais criados para a divulgação da Lei Federal 10.639/03.

Nesse sentido, o curso de extensão universitária "Produção Cultural Afro-Brasileira para a Criança - Lei 10.639" vem somar-se a tais iniciativas na busca da aproximação da universidade com a comunidade, bem como a integração entre a teoria e a prática educativa.

23 de maio de 2007

NOVAS TENDÊNCIAS NA "PRODUÇÃO CULTURAL PARA A CRIANÇA" CONTEMPLAM A DIVERSIDADE E INCLUEM A NEGRITUDE

PESQUISA FAZ LEVANTAMENTO DA "PRODUÇÃO AFRO-CULTURAL PARA A CRIANÇA (PACC)" E É CONTEMPLADA COM BOLSA DE IC DA PUCRS

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Sátira Machado, Sissa Jacoby e Leunice de Oliveira,
no Campus Central da PUCRS - Porto Alegre

Em julho de 2006, as professoras Dra. Sissa Jacoby, Dra. Leunice de Oliveira e Ms. Sátira Machado passaram a formatar o projeto de pesquisa PRODUÇÃO AFRO-CULTURAL PARA A CRIANÇA (PACC), numa parceria entre a Faculdade de Letras (FALE) e a Faculdade de Educação (FACED) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com o objetivo de fazer um levantamento dos produtos oferecidos à infância que incluem a temática da história e cultura afro-brasileira, contemplando a Lei Federal 10.639/2003.

O estudo pretende situar o papel da literatura infantil na emancipação da criança e a contribuição da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional, estabelecendo um diálogo com o jornal, o cinema, o rádio, a tevê, a Internet, as histórias em quadrinhos, o brinquedo, a ilustração, etc. Os resultados da pesquisa serão fonte importante para professores da rede de ensino e estudantes das áreas de Letras, Educação e Comunicação.

ANTECEDENTES

Photobucket - Video and Image Hosting

Já no final da década de 70, a Profa. Dra. Regina Zilberman refletia sobre o poder emancipatório e a qualidade dos objetos culturais oferecidos às crianças, expandindo seus estudos para além da literatura infantil, ao organizar o livro A Produção Cultural para a Criança.

A obra, que apresenta ensaios de Edmir Perrotti, Tatiana Belinsky, Sérgio Caparelli e outros pesquisadores das questões culturais relacionadas com a criança, principalmente das produções para TV, cinema, teatro e literatura, foi publicada pela editora Mercado Aberto, de Porto Alegre, em 1982.

A partir da década de 90, o Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da PUCRS passou a oferecer a disciplina Produção Cultural para a Criança para os alunos dos cursos de especialização, mestrado e doutorado.

Photobucket - Video and Image Hosting
CAMPUS CENTRAL da PUCRS, em Porto Alegre

No início do séc. XXI, com a larga valorização dos estudos sobre a infância e a cultura, a disciplina se transformou em projeto de pesquisa, coordenado pela Profª. Dra. Solange Medina Ketzer, centrado inicialmente no estudo de fenômenos de marca, estrangeiros e nacionais, como o Pokémon e a Turma da Mônica, por exemplo.

O projeto Tendências Contemporâneas da Produção Cultural para a Criança (1985-2005), coordenado pela Profª. Dra. Sissa Jacoby, a partir de 2003, deu continuidade às primeiras reflexões, delimitando um período, mas se abrindo à investigação do leque de produções infantis em jogo e suas inter-relações possíveis.

Photobucket - Video and Image Hosting

Um dos resultados dessa pesquisa foi a organização da obra A Criança e a Produção Cultural: do brinquedo à literatura, que atualiza aquele estudo organizado por Zilberman. A obra traz ensaios de Sissa Jacoby, Regina Zilberman, Solange Medina Ketzer, Sérgio Caparelli, Maria da Glória Bordini, dentre outros pesquisadores que tratam da relação da criança com a literatura, a TV, o teatro, os colecionáveis, o brinquedo e outros produtos culturais, numa publicação da editora Mercado Aberto, de Porto Alegre, em 2003.

NOVAS TENDÊNCIAS

O projeto PRODUÇÃO AFRO-CULTURAL PARA A CRIANÇA (PACC) é o desdobramento de uma das questões evidenciadas como tendência contemporânea nas relações entre infância e produção cultural, identificadas no decorrer da pesquisa anterior.

Os estudos da Profa. Leunice de Oliveira, doutora em educação pela UFRGS com a tese "A busca do sentido da educação intercultural", vem ampliar o campo de atuação da pesquisa.

Photobucket - Video and Image Hosting
CAMPUS VIAMÃO da PUCRS

A professora Leunice é coordenadora do Curso de Pedagogia do Campus Viamão da PUCRS e a pesquisa traz a possibilidade de recuperação dos processos culturais de aprendizagem. O projeto PACC é uma das pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa "Educomunicação e Produção Cultural Afro-Brasileira" e passa a ser a primeira pesquisa do embrionário Espaço de Pesquisa na Diversidade e Educação Continuada - que objetiva contemplar estudos sobre os afro-brasileiros, os indígenas, a educação especial, entre outras diversidades - do Curso de Pedagogia do Complexo Cultural da PUCRS – Campus Viamão.

A parceria prevê a busca de integração entre a universidade e a comunidade, no sentido de disponibilizar informações que possam efetivar a implementação da Lei 10.639/03, que inclui a temática da “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar do Brasil.

*******************

PROJETO DE PESQUISA

PRODUÇÃO AFRO-CULTURAL
PARA A CRIANÇA (PACC)


RESUMO

O Projeto PRODUÇÃO AFRO-CULTURAL PARA A CRIANÇA (PACC) tem sua origem numa pesquisa anterior denominada Tendências Contemporâneas da Produção Cultural para a Criança (1985-2005), que evidenciou a constatação de uma incidência maior de produtos afro-culturais oferecidos à criança, como resultado da implantação e implementação da Lei 10639/03, que inclui a temática da “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar do Brasil.

Considerando que a etnia negra faz parte da cultura nacional e, por extensão, tem presença e expressão na produção cultural destinada às crianças do país, esta pesquisa centra-se no levantamento e análise dos produtos afro-culturais destinados ao público infantil, após a Lei 10639/03, à luz de uma perspectiva sociocultural.

O Projeto dá ênfase à cultura afro-brasileira e busca identificar e analisar os novos enfoques apresentados pela produção afro-cultural, a partir da eleição de determinados segmentos e, dentro de cada um deles, de um corpus específico, tendo em vista a amplitude do tema e a diversidade de itens passíveis de estudo.

Este estudo também visa situar o papel da literatura infantil na emancipação da criança e no reconhecimento da cultura negra como formadora da identidade do povo brasileiro, estabelecendo um diálogo com o jornal, o cinema, o rádio, a tevê, a Internet, as histórias em quadrinhos, o brinquedo, a ilustração, etc. Desse modo, o corpus a ser descrito constituir-se-á em importante subsídio como fonte para professores da rede de ensino e estudantes das áreas de Letras, Educação e Comunicação.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA
DO RIO GRANDE DO SUL
(PUCRS)
Reitor:
Dr. Joaquim Clotet
Vice-Reitor:
Dr. Evilázio Teixeira
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação:
Prof. Dr. Jorge Luis Nicolas Audy
Pró-Reitora de Graduação:
Profª. Dra. Solange Medina Ketzer
Campus Central - Porto Alegre - RS - Brasil
Campus Uruguaiana - Uruguaiana - RS - Brasil
Campus Viamão - Viamão - RS - Brasil
www.pucrs.br

PUCRS - CAMPUS VIAMÃO
Diretor Geral:
Prof. Dr. Thadeu Weber
www.pucrs.br/viamao

Diretora da Faculdade de Educação:
Campus Central
Profª. Dra. Maria Helena M. Barreto Abrahão
www.pucrs.br/faced
Coordenadora do Curso de Pedagogia
Campus Viamão
Profª. Dra. Leunice Martins de Oliveira

Grupo de Pesquisa EDUCOM AFRO
"Educomunicação e Produção Cultural Afro-Brasileira"
, do
Curso de Pedagogia do Campus Viamão da PUCRS
Orientadora do projeto PACC:
Profª. Dra. Leunice de Oliveira
e-mail: leunice.oliveira@pucrs.br
Fone: (51) 3320-7100 – ramal 7015

FACULDADE DE LETRAS
Centro de Referência para o Desenvolvimento da Linguagem (Celin)
Co-orientadora do projeto PACC:
Profª. Dra. Sissa Jacoby
e-mail: sjacoby@pucrs.br
Fone: (51) 3320 3528 – ramal 4615
Campus Central

PESQUISADORES

Paloma Laitano - graduada em Letras
Maura Cristiane Santana Carneiro- graduanda em Pedagogia
Profa. Ms. Sátira Machado , jornalista

17 de maio de 2007

SEU PROJETO DE USO PEDAGÓGICO DA INTERNET PODE SER PREMIADO



Se você é professor do Ensino Fundamental Ciclo II e do Ensino Médio de escola pública e desenvolveu um projeto com seus alunos que contempla o uso da Internet, não perca tempo! Envie sua experiência ao portal EducaRede até
25 de junho.

O prêmio principal é uma viagem para Madri com a participação do professor ganhador no IV Congreso Internacional de Educared: Educar em Comunidad. Haverá também premiação de computadores e tocadores de MP3.

O Concurso Internacional EducaRede: Internet e Inovação Pedagógica ocorre simultaneamente no Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Peru e Colômbia.

www.educarede.org.br
Fundação Telefônica

30 de janeiro de 2007

29 de janeiro de 2007

FILME: NA ROTA DOS ORIXÁS

Um filme de Renato Barbieri
Atlântico Negro realiza viagem às raízes da religiosidade brasileira

Vídeo é o primeiro de uma série sobre as relações Brasil-África

Um relato realista e comovente das relações entre Brasil e África inspirou o videomaker Renato Barbieri e o historiador Victor Leonardi a criar uma série de quatro documentários chamada Atlântico Negro.

O primeiro filme da série, feito em vídeo, Na Rota dos Orixás, entra em cartaz depois de ser elogiado no 31º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de participar de eventos como o Dia Nacional da Consciência Negra.

Na Rota dos Orixás apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira. Na fita, Renato Barbieri mostra a origem de as raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas.

Um dos momentos mais impressionantes deste documentário é o encontro de descendentes de escravos baianos que moram em Benin, um país africano desconhecido para a maioria dos brasileiros, mantendo tradições do século passado.

Fonte: http://www.terra.com.br/cinema/drama/orixa.htm

CRIANÇAS INVISÍVEIS

Feito para uma campanha do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o filme reúne sete curta-metragens inéditos de diretores famosos sobre crianças que vivem na miséria em diversas partes do mundo. O episódio brasileiro, dirigido por Kátia Lund (co-diretora de “Cidade de Deus”), apresenta o dia-a-dia de duas crianças catadoras de papéis em São Paulo. Segundo Marie-Pierre Poirier, representante do Unicef no Brasil, essas crianças são ditas invisíveis porque “preferimos vê-las, mas não enxergá-las”.
Distribuído por Paris Filmes: (11) 3864-3155 ou contato@parisfilmes.com.br

11 de janeiro de 2007

O Saci - Rodolfo Nanni

2001 - o Cinema está aqui

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Baseado em obra homônima de Monteiro Lobato, o filme narra as aventuras de Pedrinho, Emília e Narizinho, no Sítio do Picapau Amarelo, as voltas com personagens do folclore brasileiro, como o saci e a cuca.
Gênero Cinema Nacional
Atores Paulo Matozinho, Lívio Nanni, Aristeia Paula Souza, Olga Maria Amancio, Maria Rosa Ribeiro, Benedita Rodrigues, Otávio Araújo, Mario Megheli e Yara Trexler,
Direção Rodolfo Nanni,
Idioma Português,
Legendas Português, Inglês, Espanhol,
Ano de produção 1953
País de produção Brasil,
Duração 64 min.
Distribuição Ctav
Região Multizonal
Áudio Dolby Digital 2.0 (Português)
Vídeo Multizonal
Cor Preto-e-branco


Extras * Menus interativos
* Seleção de Capítulos
* Documentário Era uma vez... ou A verdadeira história do Saci
* Filmografia
* Trailer (Cordélia, Cordélia)
* Critica
* Trilha sonora original
* Fotos
Tudo sobre o DVD * Embalagem amaray impressa em Português
* DVD All (aberto para todas as zonas)

Fonte: http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=15160

10 de janeiro de 2007

KIRIKU E A FEITICEIRA

KIRIKU E A FEITICEIRA
do site www.correioweb.com.br

Photobucket - Video and Image Hosting

Kiriku é um menino que já falava quando ainda estava na barriga da mãe. Na verdade, foi ele quem escolheu seu próprio nome logo que nasceu. Ele está destinado a libertar uma vila africana de uma feiticeira chamada Karaba, que secou as fontes de água e sequestra os homens do local. Kiriku vai até o sábio da montanha, conhecedor do segredo de Karaba, e em seguida parte para enfrentar a feiticeira.

Essa história faz parte do folclore africano e fala da determinação na luta pela liberdade. Kiriku nasce para ser livre, tanto que quando ainda está na barriga da mãe ele diz: "Mãe, dê a luz a mim!" Segundo o diretor e roteirista, Michel Ocelto, foi também um grande oportunidade para mostrar o povo africano e alguns de seus valores. O roteiro foge do óbvio, ao contrário do que acontece em outras produções do gênero. E conta ainda com boa trilha sonora e personagens cativantes.

A trilha sonora do filme foi feita pelo senegalês Youssou N´Dour, um dos mais famosos músicos africanos, que tornou-se popular pela música 7 seconds

Photobucket - Video and Image Hosting

FICHA TÉCNICA

Título Original: Kirikou et la sorcière
Gênero: Desenho Animado, em cores
Classificação: Livre
Photobucket - Video and Image Hosting
Tempo de Duração: 71 minutos
Ano de Lançamento (França/Bélgica): 1998
Estúdio: Trans Europe Film / Les Armateurs / Odec Kid Cartoons / Exposure / Monipoly / Studio O / France 3 Cinéma / Radio-telévision belge
Photobucket - Video and Image Hosting
Distribuição: ArtMann
Direção: Michel Ocelot
Roteiro: Michel Ocelot
Photobucket - Video and Image Hosting
Música: Youssou N'Dour
Edição: Dominique Lefèvre
Photobucket - Video and Image Hosting
Elenco:
Vozes
Antoinette Kellermann (Karabá)
Fezele Mpeka (Tio)
Kombisile Sangweni (Mãe)
Theo Sebeko (Kiriku)
Mabuto "Kid" Sithole (Velho / Viellard)
Photobucket - Video and Image Hosting
Detalhes:
. O diretor do filme, Michel Ocelot, passou parte da infância na Guiné, onde conheceu a lenda de Kiriku.
Photobucket - Video and Image Hosting
. Para compôr as canções do filme apenas foram utilizados instrumentos tradicionais da África, como balafon, ritti, cora, xalam, tokho, sabaar e o belon.
Photobucket - Video and Image Hosting
. Na versão original do filme, falada em francês, as vozes dos personagens foram feitas por atores africanos.

Sinopse:
Na África Ocidental, nasce um menino minúsculo, cujo tamanho não alcança nem o joelho de um adulto, que tem um destino: enfrentar a poderosa e malvada feiticeira Karabá, que secou a fonte d'água da aldeia de Kiriku, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda pegou todo o ouro que tinham. Para isso, Kiriku enfrenta muitos perigos e se aventura por lugares onde somente pessoas pequeninas poderiam entrar.
Photobucket - Video and Image Hosting
******************
PERSONAGENS
http://www.fantasykat.com/shows/kiriku.html

9 de janeiro de 2007

KIRIKU E AS BESTAS SELVAGENS

KIRIKOU ET LES BÊTES SAUVAJES
KIRIKÚ Y LAS BESTIAS SELVAJES
KIRIKU UND DIE WILDEN TIERE


www.labutaca.net
www.zelluloid.de

Photobucket - Video and Image Hosting

Frankreich 2005, ca. 75 min.
Regie: Bénédicte Galup, Michel Ocelot
Drehbuch: Philippe Andrieux, Bénédicte Galup, Marie Locatelli, Michel Ocelot,

Ein alter, weiser Mann sitzt in einer Höhle und beginnt zu erzählen... Es ist die Geschichte des kleinen Kiriku, der in Afrika lebt und dort die spannendsten Abenteuer erlebt. Ob im Kampf gegen ein Ungeheuer, das die Menschen in seinem Dorf bedroht oder bei der Frage, wie man am besten die Wasserversorgung für die Landwirtschaft gewährleisten kann - Kiriku ist zwar klein, aber er ist ein pfiffiger und tapferer Held. Doch nicht nur das Leben in seinem Dorf ist ein Abenteuer. Auf einer Reise durch die Wüste und den Dschungel entdeckt Kiriku die Schönheiten Afrikas und begegnet den wilden Tieren, die auf dem Kontinent zu Hause sind. Aber sein größtes Abenteuer führt ihn zu der bösen Zauberin Karaba. Nur sie besitzt das Gegenmittel, das seine Mutter und die Frauen im Dorf, die unwissend ein giftiges Getränk zu sich genommen haben, vor dem drohenden Tod retten kann. Doch Karaba ist nicht nur böse, sondern auch sehr gefährlich...

Photobucket - Video and Image Hosting
Site Oficial:
www.kirikou-lefilm.com

Photobucket - Video and Image Hosting

6 de janeiro de 2007

NEGRITUDE, CINEMA E EDUCAÇÃO

por Ilhandarilha · Vitória (ES) · 24/1/2007
www.overmundo.com.br

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Em 2005, recebi um inesperado e quase inusitado convite da historiadora Edileuza Penha de Souza para participar de um projeto editorial que acredito seja inédito no país: o livro Negritude, Cinema e Educação – caminhos para a implementação da Lei 10.639/2003. Inesperado porque o livro é dirigido a professores e não sou uma profissional da área da educação. Inusitado porque embora seja uma simpatizante do movimento negro, passo vergonhosamente ao largo da causa, como se minha pele exageradamente branca me dispensasse de envolvimento numa questão tão fundamental como a discussão da invisibilidade da cultura negra na formação cultural e social do povo brasileiro. Mas, como o pedido da organizadora era que eu escrevesse sobre Domésticas (www.domesticasofilme.com.br), o filme, de Fernando Meirelles e Nando Olival, nem pestanejei em aceitar.

Vi Domésticas pelo menos umas dez vezes, e todas com muito prazer. Não fiz isso por nenhuma obsessão pelo filme, não: ele foi exibido no circuito comunitário do projeto Cinema BR em Movimento, no qual atuo aqui no ES. Trabalhar num projeto como esse tem muitas vantagens e certamente a maior delas é poder levar o cinema para um público que normalmente passaria bem longe das salas de exibição (principalmente se o filme for nacional). Mas me atrai, principalmente, a possibilidade de ver um filme que gosto muitas vezes, até decorar planos e diálogos inteiros. Foi assim com Domésticas.

O projeto do livro surgiu nos intervalos entre as conferências do I Seminário Saída da Escravidão e Políticas Publicas, promovido pelo Governo Federal e a UNESCO, em Brasília, no início de 2005. Edileuza e a professora Rosana Pires conversavam sobre como o cinema pode introduzir debates interessantes nas salas de aula e fizeram um rol de filmes que poderiam ajudar os professores nessa tarefa. Daí a pensar num livro que fosse uma espécie de ferramenta guia para educadores foi um pulo. A idéia era fazer uma espécie de roteiro de leitura dos filmes, com sugestões de encaminhamento dos debates e trabalhos didáticos. Os autores (mais de trinta), foram escolhidos pela sua atuação profissional e afinidade com as questões étnico-raciais, com o cinema, ou com ambas as coisas. São profissionais de áreas bem diferentes, de diferentes locais do país, o que deu à publicação um colorido muito peculiar.

A próxima tarefa foi dar forma aos conteúdos recebidos e, parte mais complicada, partir à procura de uma editora que comprasse a idéia. Essa foi a Mazza Edições (www.mazzaedicoes.com.br), de Belo Horizonte, especializada em livros étnicos e educação especial. A editora sugeriu que o livro fosse dividido em dois volumes. O primeiro foi lançado em agosto. Nele estão nove filmes nacionais e seis estrangeiros realizados até 2001. Entre eles Macunaíma; Cruz e Souza, o Poeta do Desterro, Faça a Coisa Certa e A Negação do Brasil. O primeiro volume conta ainda com o primoroso prefácio do documentarista e antropólogo Noel Santos Carvalho (www.cinemando.com.br), que faz uma explanação sobre a trajetória e participação do negro no cinema nacional e fala do movimento paulista Dogma Feijoada (www.cinemando.com.br), do qual faz parte.

O volume II , a ser lançado em março de 2007, trará produções de 2002 em diante. Mesmo com algumas falhas na escolha dos filmes, Negritude, Cinema e Educação é um livro que merece lugar importante nas bibliotecas escolares e, principalmente, na mesa de cabeceira dos professores.
Para vocês sentirem o gostinho do Negritude, vai em anexo o meu artigo sobre Domésticas.

30 de dezembro de 2006

28 de dezembro de 2006

Meninada do Sertão: um oásis de cidadania (rádio)

por Cássia Borsero*




Nova Olinda é um oásis de sons e imagens encravado no meio do silêncio do sertão cearense. A cidadezinha de apenas 12 mil habitantes - dos quais apenas mil vivem na área urbana - abriga a Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, criado em 1992 por dois visionários com nomes quase literários, o casal Alemberg Quindins e Rosiane Limaverde. Durante anos, eles pesquisaram a música e a geografia da região, reunindo objetos, mitos e lendas da Chapada do Araripe, Vale do Cariri, onde fica Nova Olinda, região rica em fósseis, objetos e pinturas rupestres. A atenção despertada por esse inusitado museu do sertanejo "pré histórico", cuja sede é a primeira casa construída em Nova Olinda em 1717, foi o estopim para a criação da Escola de Comunicação Meninada do Sertão.

É uma das experiências mais ousadas envolvendo crianças e jovens no comando de programas de rádio e TV no Brasil, com foco na recuperação e integração da cultura local às influências externas que o contato com o turismo e a própria mídia acabam trazendo.

Cerca de 70 crianças da comunidade, com idades entre 5 e 18 anos, são capacitados permanentemente a lidar com a produção de mídia, que aprendem em oficinas ministradas pelos próprios jovens que cresceram no projeto. Além de rádio e TV a Fundação também oferece atividades em editoração, artes cênicas, música e turismo.

Mais que operar uma câmera de vídeo, lidar com equipamentos de rádio, fazer um jornal ou escrever um roteiro, as crianças da Escola de Comunicação Meninada do Sertão realizam um impressionante exercício de cidadania. Aliando tradição e modernidade, o jeito do sertão com as novas tecnologias de comunicação, essa geração de comunicadores é responsável pela Rádio Casa Grande FM e a TV Casa Grande, ambas com programas diários, e também uma editora de jornais e quadrinhos. A Fundação conquistou parceiros importantes, e hoje conta com o apoio do UNICEF, o Instituto Ayrton Senna, os governos estadual e municipal e as universidades Federal do Ceará e Regional do Cariri.

Nova Olinda parece ter nascido para eternizar sua cultura pela comunicação. Como já disse Alemberg Quindins, aqui ela começou com os objetos e pinturas de seus mais antigos ancenstrais. E vai continuar viva nas histórias que suas crianças e jovens estão aprendendo a perpetuar.

UM DISCO VOADOR NO SERTÃO

"No início, o museu da Fundação começou a atrair a imprensa. Vinha repórter de rádio, de TV. A criançada ficou louca com aquilo! A mídia parecia um disco voador que tinha baixado na cidade, a gente nunca tinha visto uma câmera na vida. Aí as crianças chegaram no Alemberg e disseram que queriam aprender a filmar", recorda João Paulo Maroto, 21 anos, gerente da TV Casa Grande, que virou um "fuçador de mídia" aos 13 anos. "Por uma lei estadual de incentivo, o UNICEF cedeu a primeira câmera VHS pra gente. Foi então que começamos a brincar de fazer TV, vídeo. Eu sempre fui meio curioso, imagine um peixe que passa a vida no aquário, e de repente vê o mar", emerge João, com uma metáfora do que um dia será o sertão.

A TV Casa Grande funciona dentro da Fundação. Conta com uma equipe de quatro pessoas, entre 18 e 21 anos, e três aprendizes com 12 e 13 anos. Em um estúdio pintado de azul e uma salinha que serve como ilha de edição, as crianças aprendem a manipular a DV-CAM, uma câmera digital de vídeo, um aparelho DAT, para captação digital de áudio, e também um software de edição. No início, compraram um transmissor e uma antena, com alcance de apenas 5 quilômetros. Queriam ver a qualidade da imagem, até onde a comunidade conseguia alcançar os programas produzidos pelas crianças. Em 2001, a ANATEL acabou com a brincadeira e lacrou os transmissores. Agora, os programas produzidos são gravados e exibidos no teatro da Fundação, até sair a sonhada licença da ANATEL para operar como TV comunitária. João acredita que a Comenda de Honra ao Mérito Cultural que a TV Casa Grande ganhou do Ministério da Cultura possa ajudar.

Como em todas as atividades da Fundação Casa Grande, as crianças que querem participar dos "laboratórios de comunicação", ou seja, das oficinas ministradas pelos jovens já formados, devem demonstrar uma sincera vontade de aprender. Afinal, o manjado chamariz de "uma idéia na cabeça, uma câmera na mão" só funciona em Nova Olinda se os pequenos repórteres e produtores não estiverem brincando, mas de olho no que acontece na cidade.

"Eu acho que fazer TV aqui é também uma oficina de responsabilidade. O jovem conhece a comunidade e tem a liberdade para mostrar o que ele vê sem a interferência da grande mídia, ou da política local. Uma vez fizemos uma reportagem sobre a tradicional Festa de São Sebastiaõ, que causou grande impacto. Abordamos a descaracterização da festa, e principalmente o fato de haver crianças bebendo álcool livremente na rua. O delegado disse que viu em um momento da reportagem, e depois desmentiu. Era uma coisa que os adultos olhavam, mas, na euforia da festa, não viam", conta João.

Será que essa meninada que faz TV em pleno sertão inventa uma linguagem e uma estética próprias, ou apenas copiam os formatos que assistem na TV? Quem pensa que a TV é a única referência para esses jovens criadores de imagens vai se surpreender. Nova Olinda tem um cineclube chique no último: desfilam pela tela os mais diversos curtas brasileiros, graças a uma parceria com a Petrobras. A partir de uma certa idade, também apuram o senso estético da meninada as imagens de mestres como Tarkosvky, Bergman, Antonioni, Pasolini, Hitchcock, em sessões lotadas com até 200 pessoas.

"Os jovens da TV Casa Grande não fazem uma cópia do Jornal Nacional, eles desenvolvem uma técnica e uma linguagem próprias pela riqueza que o contato com essas referências de qualidade proporcionam. Eles começam a produzir com mais liberdade, a brincar com as imagens, e assim eles afinam o conteúdo pela estética", acredita Alemberg Quindins.

"A Fundação não forma fotógrafos, editores ou locutores de rádio. A mídia aqui é uma ferramenta de transformação. Ela amplia a imaginação, a capacidade de expressão, e também a visão sobre a realidade da comunidade", ressalta João Paulo, com a experiência de quem cresceu aprendendo a lançar um novo olhar sobre a cidade onde nasceu.

PASSEIO NO SUBMARINO AMARELO

Todos os dias, às 12h30, Valeska Cordeiro, 13 anos, chega à sede da Rádio Casa Grande FM. É ela quem comanda o programa infantil da rádio, o Submarino Amarelo, onde embarcam cerca de 20 crianças que estão aprendendo a arte de fazer rádio para outras crianças, diariamente, das 13 às 14 horas. "Eu chego, separo as músicas do dia, converso com os meninos da escolinha, e a gente decide qual vai ser o tema do dia. Aí a gente escreve o roteiro. Tem o quadro de histórias, o quadro dos aniversariantes. Às vezes eu mesma falo sobre o tema do dia, às vezes uma das crianças é quem fala". Ela costuma escolher o tema entre aqueles que considera saudável para a criançada de Nova Olinda. "A gente fala porque é bom ir à escola, porque é legal aprender a gostar de ler", explica a desinibida Valeska. "Eu gosto de fazer rádio porque a gente entra em contato com as pessoas que nos ouvem, e também porque as crianças aprendem a pensar e a ouvir músicas legais", garante a jovem locutora.

Música legal é com um dos sete irmãos de Valeska, Tontonho, de 14 anos. Guitarrista e vocalista de uma banda local, Tontonho é louco por música e apresenta diariamente o programa Som da Rua, das 14 às 16 horas. "É um programa de variedades musicais. Eu toco MPB, rock nacional, blues, jazz, reggae. Acho que tenho muita responsabilidade, pois estou ajudando a levar música de qualidade para a nossa comunidade, estilos e artistas que eles geralmente não ouvem", explica Tontonho, que se esbalda na enorme discoteca da rádio, fruto de doações permanentes.

Mêires Moreira, de 21 anos, não arreda pé da Rádio Casa Grande por nada. Produtora e locutora do programa diário Papo Cabeça, ela foi convidada pela UNESCO a fazer parte de um Grupo de Trabalho Jovem sobre AIDS. O convite gerou viagens e reuniões com outros jovens brasileiros em várias capitais." O mais importante de fazer rádio é o fato de procurar conhecimentos e transformá-los em informação para outras pessoas No meu programa, falo um pouco de tudo: água, protagonismo juvenil, DST. Na época das eleições municipais, passei a semana inteira alertando a população para não votar em troca de favor. Eu comecei aos 10 anos, fazendo o programa infantil Planeta Criança, e não parei mais. Eu sempre digo que podem tirar de mim todas as minhas atividades, menos o meu programa de rádio", avisa Mêires, que vem de uma família de 10 irmãos e hoje cursa Pedagogia na Universidade do Crato.

A gerência da Rádio Casa Grande FM está nas mãos de Cícero Ferreira Alexandre, de 22 anos, que também está no projeto desde o tempo em que a rádio funcionava ao vivo, lá pelos idos de 95, com apenas um transmissor e 4 auto-falantes nos finais de semana. Em 1998 ela foi reconhecida pela ANATEL como rádio comunitária, e tem programação diária das 5 da manhã Às 10 da noite. Hoje, a "escolinha" da rádio atende cerca de 70 crianças e jovens, com idades entre 5 e 18 anos. Para Alexandre, a experiência na rádio abre horizontes para as crianças e jovens do projeto. "A meninada chega muito acanhada, mas quando as crianças começam a falar para a comunidade onde vivem, elas mudam completamente. Mudam o jeito de falar, de se comunicar com as pessoas, de se integrar socialmente, mudam até o desempenho na escola", comemora.

O sonho de Alexandre é alçar a rádio ao status de educativa, quando poderá operar com maior alcance e chegar a toda a região do Cariri: Crato, Juazeiro, Assaré, entre outras cidades. "A gente vê muita gente de fora daqui com aquele brilho no olho, sonhando em ter um projeto como a Fundação Casa Grande na sua cidade. Acho que as pessoas percebem como os programas que a gente faz ajudam a preservar a nossa cultura", acredita Alexandre.

Alemberg Quindins, que vislumbrou esse oásis de protagonismo infanto-juvenil em pleno sertão, também celebra os resultados. "Essas crianças vêm de escolas públicas, de famílias humildes. De certa forma, criamos todo um mundo produtivo ainda na infância, incentivando a participação no meio em que elas vivem, com responsabilidade sobre a comunidade. Também criamos um pólo turístico que beneficia também as famílias dessas crianças, por meio de uma cooperativa que oferece hospedagem domiciliar aos turistas. O maior problema de qualquer comunidade é a desagregação, a dificuldade de se reunir e propor alguma coisa em benefício da coletividade. Os meninos do projeto estão aprendendo, desde muito cedo, a se reunir, se organizar e realizar um objetivo comum. E assim a cidadania se constrói", finaliza.

* Cássia Borsero é jornalista e editora do website do MIDIATIVA

20 de dezembro de 2006

FUNDAÇÃO PALMARES - MINC

Rede Palmares de Comunicação, a Cultura Negra brasileira no ar.

da Assessoria de Comunicação da www.palmares.gov.br

Um novo Brasil precisa se ver através dos meios de comunicação. A mídia deve ser um espaço onde todos os povos, todas as raças, todas as crenças possam se ver refletidos. Realizamos (Fundação Cultural Palmares/MinC) importantes contribuições para a promoção, eqüidade e diversidade de raça, gênero e faixa etária nos meios de comunicação de massa.

Somos responsáveis pela produção e edição da Revista Palmares – Cultura Afro-Brasileira. Com três edições anuais, divulgamos a produção literária de escritores, pensadores, militantes e demais intelectuais negros brasileiros. A principal publicação impressa de nossa instituição é distribuída com tiragem de 10.500 exemplares para escolas, universidades, instituições do Movimento Negro, organizações governamentais e não-governamentais.

Em parceria com a Fundação Universitária de Brasília (FUBRA), realizamos a Primeira Edição do Prêmio Palmares de Comunicação – Programas de Rádio e Vídeo. Através de edital público viabilizamos a produção de sete vídeos-documentários e 10 programas radiofônicos.

Fomos também inovadores em promover a inclusão da história e da cultura afro-brasileira através do veículo rádio. Com apoio da organização não-governamental “Criar Brasil, Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio”, a série de programas Rádio Palmares. Disponibilizamos 32 programas radiofônicos, os quais foram distribuídos para uma rede de 400 rádios comunitárias do país e também para as 3.876 emissoras do Sistema Radiobrás. Os programas enfocam temas relacionados à educação, saúde, religiosidade e cidadania para a população afro-brasileira.

Na área de vídeo, também promovemos, em conjunto com o Centro de Apoio e Desenvolvimento (CAD), o DVD O Cinema de Zózimo Bulbul, com toda a produção cinematográfica de Zózimo Bulbul, pioneiro cineasta negro brasileiro. Em conjunto com o Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (CEAO/UFBA), fomos também co-responsáveis pela produção dos vídeos História do Negro no Brasil e Cultura Afro-Brasileira, ambos projetos selecionados no Primeiro Concurso Nacional Produção de Livros e Vídeos sobre História e Cultura Afro-Brasileira.

Também somos autores de cinco “spots” para rádio destinados à divulgação do Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial e da Primeira Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, promovidas em 2005. Promovemos ainda a produção de oito VTs para a Campanha de Valorização do Cidadão Negro. Resultado de convênio firmado entre a FCP com a organização não-governamental Instituto Nacional de Combate à Desigualdade Social (CODHES), teve veiculação em todas as emissoras do Sistema Radiobrás e também em emissoras estaduais.

O Portal da Fundação Cultural Palmares/MinC congrega toda a produção audiovisual, literária e um conjunto de links com informações sobre a população afro-brasileira, instituições governamentais, ONGs parceiras e outros dados. O Portal FCP é o espaço de divulgação e comunicação para toda a comunidade negra brasileira. Para contatar conosco basta clicar no sítio eletrônico www.palmares.gov.br.

RÁDIO PALMARES

do www.palmares.gov.br

Produto integrante da Rede Palmares de Comunicação, o Projeto Rádio Palmares é resutado do Convênio 010/2004, assinado entre a instituição (FCP/MinC) e as organizações não-governamentais Criar Brasil, Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio e Afirma Comunicação e Pesquisa em 16 de agosto de 2004. Ainda em execução, a ação é composta pela produção de 2.000 (dois mil) CDs, com 32 programas de rádio, com duração de 10 minutos cada um e cinco (11) spots para rádio, com tempo médio de minuto e meio cada trazendo temáticas ligadas as ações afirmativas.

Photobucket - Video and Image Hosting

A Rádio Palmares promove a divulgação e difusão da cultura afro-brasileira, utilizando o rádio como veículo promotor de novos conceitos e conhecimentos sobre a contribuição deixada pelos afro-descendentes na formação cultural do Brasil, bem como a ampliação da visibilidade da política de Ações Afirmativas e da FCP/MinC como instituição responsável pela defesa do patrimônio material e imaterial afro-brasileiro.


--------------------------------------------------------------------------------

ATITUDE NEGRA
Radionovelas para falar de juventude... é nesse formato que estamos apostando para falar de temas como racismo, cotas, mercado de trabalho, estética, religião, lazer e relacionamento. Nesse novo CD estamos enviando para você radialista, cinco novelas utilizando os jovens como protagonistas. O pano de fundo da trama é um encontro de estudantes onde, de forma descontraída, leve e bem humorada são levantados temas que afirmam e valorizam a Atitude Negra no Brasil.

Photobucket - Video and Image Hosting

01. Spots - Rap Juventude Negra e Cultura (02´)
02. Spots - Violência policial (02´)
03. Spots - Jovens e Movimento Negro (1´30´´)
04. Spots - Negro na Moda (02´)
05. Spots - Jovem negra (02´)
06. Radionovelas - Cotas - (06´)
07. Radionovelas - Mercado de Trabalho - (06´)
08. Radionovelas - Racismo - (06´)
09. Radionovelas - Estética/Religião - (06´)
10. Radionovelas - Lazer/Relacionamento - (06´)


A COR DA CULTURA - HERÓIS DE TODO MUNDO
A série Heróis de Todo Mundo faz parte do projeto educativo A Cor da Cultura. É uma parceria entre o Canal Futura, Petrobrás, Cidan, Tv Globo, Seppir, Fundação Cultural Palmares e Ministério da Educação. Disponibiliza 30 depoimentos de personalidades da cultura, política e da sociedade brasileira sobre heróis negros que compuseram a formação da história brasileira.

Photobucket - Video and Image Hosting

01. Ademar Ferreira da Silva por Robson Caetano, atleta - (2´07´´)
02. Aleijadinho por Emanuel Araújo, escultor - (2´07´´)
03. André Rebouças por Alexandre Moreno, ator - (2´07´´)
04. Antonieta de Barros por Maria Helena Alvez Pereira, psicóloga - (2´07´´)
05. Auta de Souza por Taís Araújo - atriz (2´06´´)
06. Benjamin de Oliveira por Maurício Tizumba, ator - (2´07´´)
07. Carolina Maria de Jesus por Ruth de Souza, atriz - (2´06´´)
08. Chiquinha Gonzaga por Iléa Ferraz, atriz - (2´07´´)
09. Cruz e Souza por Maurício Gonçalves, ator - (2´07´´)
10. Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar por Milton Gonçalves, ator - (2´07´´)
11. Elizeth Cardoso por Zezé Motta, atriz - (2´07´´)
12. Jackson do Pandeiro por Flávio Bauraqui, ator - (2´06´´)
13. João Cândido por Jorge Coutinho, ator - (2´07´´)
14. José Correia Leite por Haroldo Costa, ator e escritor - (2´07´´)
15. José do Patrocínio por Nei Lopes, compositor e escritor - (2´07´´)
16. Juliano Moreira por Deusdeth Nascimento, médico ortopedista - (2´06´´)
17. Lélia Gonzáles por Sueli Carneiro, filósofa - (2´07´´)
18. Leônidas da Silva por Antonio Carlos, radialista - (2´06´´)
19. Lima Barreto por Joel Rufino dos Santos, escritor - (2´06´´)
20. Luiz Gama por Joaquim Barbosa, ministro do STF - (2´07´´)
21. Machado de Assis por Paulo Lins escritor - (2´06´´)
22. Mãe Aninha por Chica Xavier , atriz - (2´06´´)
23. Mãe Menininha do Gantois por Ângela Ferreira, professora - (2´07´´)
24. Mario de Andrade por Jards Macalé, cantor e compositor - (2´06´´)
25. Mílton Santos por Neguinho da Beija-flor, cantor - (2´07´´)
26. Paulo da Portela por Neguinho da Beija-flor, cantor - (2´07´´)
27. Pixinguinha por Toni Garrido, cantor - (2´07´´)
28. Teodoro Sampaio por Muniz Sodré,escritor - (2´05´´)
29. Tia Ciata por Leci Brandão, cantora e compositora - (2´07´´)
30. Zumbi dos Palmares por Matinho da Vila, cantor e compositor - (2´05´´)

PALMARES - A VOZ NEGRA DA CULTURA BRASILEIRA
A série Palmares apresenta dois programas radiofônicos. O primeiro programa trata da Conferência de Durban e do Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (2005). O segundo programa aborda o Estatuto da Igualdade Racial. A série apresenta ainda mais cinco spots sobre o 20 de Novembro, Música, Teatro e Cinema, Religião e Literatura.

Photobucket - Video and Image Hosting

01. Programa 01 - Conferência Durban / Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial - 1º bloco (4´30´´)
02. Programa 01 - Conferência Durban / Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial - 2º bloco (5´30´´)
03. Programa 02 - Estatuto da Igualdade Racial - 1º bloco (4´30´´)
04. Programa 02 - Estatuto da Igualdade Racial - 2º bloco (5´30´´)
05. Spots - Participação do Prof. Ubiratan Castro de Araújo - Presidente da Fundação Cultural Palmares - (1´45´´)
06. Spots - Participação Big Richard - Rapper, apresentador de TV e escritor - (1´30´´)
07. Spots - Participação de Vera Lopes - Atriz e diretora da companhia de teatro Caixa Preta - (1´45´´)
08. Spots - Participação do babalorixá - Pai Euclides da Casa Fanti-Ashanti - (1´45´´)
09. Spots - Participação da Escritora - Inaldete Pinheiro Andrade - (1´45´´)

2005: ANO ESPECIAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
CD especial com a veiculação de dois programas. O primeiro trata das comemorações do 13 de Maio e o segundo dá visibilidade ao Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Apresenta também cinco spots com depoimentos de autoridades governamentais e artistas sobre o Ano da Igualdade Racial.

Photobucket - Video and Image Hosting

01. Programa 1: Comemorações do Treze de Maio - 1º bloco (4´25´´)
02. Programa 1: Comemorações do Treze de Maio - 2º bloco (5´35´´)
03. Programa 2 - Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial - 1º bloco (4´40´´)
04. Programa 2 - Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial - 2º bloco (5´20´´)
05. Spots - Ubiratan Castro de Araújo - Presidente da Fundação Cultural Palmares - (1´30´´)
06. Spots - Matilde Ribeiro - Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - (1´30´´)
07. Spots - Chico César - Cantor e Compositor - (1´16´´)
08. Spots - Luiz Alberto - Deputado Federal - (1´16´´)
09. Spots - Leci Brandão - Cantora - (1´29´´)

RÁDIO PALMARES - VOLUME I
O primeiro volume da série Rádio Palmares apresenta dois programas radiofônicos e seis spots. O primeiro programa trata da África e Resistência, e o segundo programa fala do Novembro negro, a resistência da oposição e à desigualdade. Os seis spots, abordam a Cultura, Cultura Libertária, Zumbi, Racismo, Novembro Negro. A faixa bônus traz os jingles criados para o projeto.

Photobucket - Video and Image Hosting

01. Programa 01 - África e Resistência - 1º bloco (6´13´´)
02. Programa 01 - África e Resistência - 2º bloco (8´47´´)
03. Programa 02 - Novembro Negro - 1º bloco (6´49´´)
04. Programa 02 - Novembro Negro - 2º bloco (8´11´´)
05. Spots - Cultura - (2´00´´)
06. Spots - Cultura Libertária - (2´00´´)
07. Spots - Zumbi - (2´00´´)
08. Spots - Racismo - (2´00´´)
09. Spots - Novembro Negro - (2´00´´)
10. Spots - Jingle - (2´46´´)

RÁDIO PALMARES - VOLUME II
CD Duplo com a continuidade da série Rádio Palmares. Temas como discriminação, racismo, culinária, ações afirmativas, origens musicais, religiosidade, mulheres e ritmos afro-brasileiros presentes em 15 programas de 10 minutos de duração. Os programas têm como proposta contar a história da luta do negro pela liberdade e resistência à escravidão até os dias de hoje.

Photobucket - Video and Image Hosting

CD1 - 01. Programa 1: Ações Afirmativas - 1º bloco - (6´09´´)
CD1 - 02. Programa 1: Ações Afirmativas - 2º bloco - (3´51´´)
CD1 - 03. Programa 2: Candomblé - Culto aos Orixás - 1º bloco - (4´46´´)
CD1 - 04. Programa 2: Candomblé - Culto aos Orixás - 2º bloco - (5´14´´)
CD1 - 05. Programa 3: Quilombos Remanescentes - 1º bloco - (4´58´´)
CD1 - 06. Programa 3: Quilombos Remanescentes - 2º bloco - (5´02´´)
CD1 - 07. Programa 4: Mulheres - 1º bloco - (3´16´´)
CD1 - 08. Programa 4: Mulheres - 2º bloco - (6´44´´)
CD1 - 09. Programa 5: Ritmos Afrobrasileiros/Nordeste - 1º bloco - (4´10´´)
CD1 - 10. Programa 5: Ritmos Afrobrasileiros/Nordeste - 2º bloco - (5´50´´)
CD1 - 11. Programa 6: Culinária Afrobrasileira - 1º bloco - (3´50´´)
CD1 - 12. Programa 6: Culinária Afrobrasileira - 2º bloco - (6´10´´)
CD1 - 13. Programa 7: Capoeira - 1º bloco - (3´58´´)
CD1 - 14. Programa 7: Capoeira - 2º bloco - (6´02´´)
CD2 - 01. Programa 8: Debate: O Negro na Mídia - 1º bloco - (4´56´´)
CD2 - 02. Programa 8: Debate: O Negro na Mídia - 2º bloco - (5´04´´)
CD2 - 03. Programa 9: Literatura - 1º bloco - (4´39´´)
CD2 - 04. Programa 9: Literatura - 2º bloco - (5´21´´)
CD2 - 05. Programa 10: Trajetória Negra no Teatro - 1º bloco - (4´56´´)
CD2 - 06. Programa 10: Trajetória Negra no Teatro - 2º bloco - (5´04´´)
CD2 - 07. Programa 11: Cristianismo Negro - 1º bloco - (4´33´´)
CD2 - 08. Programa 11: Cristianismo Negro - 2º bloco - (5´27´´)
CD2 - 09. Programa 12: Rítmos Afrobrasileiros/Sudeste - 1º bloco - (4´09´´)
CD2 - 10. Programa 12: Rítmos Afrobrasileiros/Sudeste - 2º bloco - (5´51´´)
CD2 - 11. Programa 13: Saúde Física e Emocional da População Negra - 1º bloco - (5´09´´)
CD2 - 12. Programa 13: Saúde Física e Emocional da População Negra - 2º bloco - (4´51´´)
CD2 - 13. Programa 14: Artes Plásticas - 1º bloco - (4´46´´)
CD2 - 14. Programa 14: Artes Plásticas - 2º bloco - (5´14´´)
CD2 - 15. Programa 15: Debate: Violencia e Juventude - 1º bloco - (4´27´´)
CD2 - 16. Programa 15: Debate: Violencia e Juventude - 2º bloco - (5´33´´)

RÁDIO PALMARES - VOLUME III
CD Duplo com mais 15 programas de 10 minutos de duração. Nesse CD, os temas escolhidos abordam a Imprensa Negra, Juventude e Cultura, Moda e Estética, Música Urbana, Samba pelo Brasil, Lei 10.639, Esporte, Cinema, Dança, Memória Negra, Língua Portuguesa, Mercado de Trabalho, Movimentos Sociais entre outros assuntos.

Photobucket - Video and Image Hosting

CD1 - 01. Programa 16: Samba pelo Brasil - 1º bloco - (4´31´´)
CD1 - 02. Programa 16: Samba pelo Brasil - 2º bloco - (5´29´´)
CD1 - 03. Programa 17: Lei 10.639/2003 Inclusão da Cultura Afrobrasileira - 1º bl - (4´22´´)
CD1 - 04. Programa 17: Lei 10.639/2003 Inclusão da Cultura Afrobrasileira - 2º bl - (5´38´´)
CD1 - 05. Programa 18: Esporte - 1º bloco - (6´00´´)
CD1 - 06. Programa 18: Esporte - 2º bloco - (4´00´´)
CD1 - 07. Programa 19: Moda e Estética - 1º bloco - (4´31´´)
CD1 - 08. Programa 19: Moda e Estética - 2º bloco - (5´29´´)
CD1 - 09. Programa 20: Debate: Presença Negra na Política - 1º bloco - (5´08´´)
CD1 - 10. Programa 20: Debate: Presença Negra na Política - 2º bloco - (4´52´´)
CD1 - 11. Programa 21: Língua Brasileira - 1º bloco - (5´05´´)
CD1 - 12. Programa 21: Língua Brasileira - 2º bloco - (4´55´´)
CD1 - 13. Programa 22: Mercado de Trabalho - 1º bloco - (3´50´´)
CD1 - 14. Programa 22: Mercado de Trabalho - 2º bloco - (6´10´´)
CD2 - 01. Programa 23: Debate: Jovem e Cultura - 1º bloco - (4´00´´)
CD2 - 02. Programa 23: Debate: Jovem e Cultura - 2º bloco - (6´00´´)
CD2 - 03. Programa 24: Música Urbana - 1º bloco - (4´27´´)
CD2 - 04. Programa 24: Música Urbana - 2º bloco - (5´33´´)
CD2 - 05. Programa 25: Imprensa Negra - 1º bloco - (4´56´´)
CD2 - 06. Programa 25: Imprensa Negra - 2º bloco - (5´04´´)
CD2 - 07. Programa 26: Cinema - 1º bloco - (4´58´´)
CD2 - 08. Programa 26: Cinema - 2º bloco - (5´02´´)
CD2 - 09. Programa 27: Movimento Sociais Negros - 1º bloco - (4´36´´)
CD2 - 10. Programa 27: Movimento Sociais Negros - 2º bloco - (5´24´´)
CD2 - 11. Programa 28: Dança - 1º bloco - (5´36´´)
CD2 - 12. Programa 28: Dança - 2º bloco - (4´34´´)
CD2 - 13. Programa 29: Memória Negra - 1º bloco - (4´58´´)
CD2 - 14. Programa 29: Memória Negra - 2º bloco - (5´02´´)

19 de dezembro de 2006

INFLUÊNCIA AFRICANA NO PALAVRA CANTADA

enviado por Érica Bento da Assessoria do Palavra Cantada

O CD da Palavra Cantada que mais explora os ritmos brasileiros, a grande maioria de influência africana, é o “Pé com Pé”..
As músicas podem ser ouvidas no site www.palavracantada.com.br (ver CDs).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Pé com pé

Produzido por: Sandra Peres e Paulo Tatit

Uma viagem pela imensa profusão dos ritmos brasileiros. São dois CDs acompanhados de um libreto. O CD Pé com Pé é composto por 15 canções, onde cada uma delas é dedicada a um ritmo específico da nossa tradição musical. E o segundo Cd, o Pé na Cozinha, tem as mesmas faixas, só que reinterpretadas apenas instrumentalmente.

CD1 - 1 - Pé com pé
Sandra Peres/ Paulo Tatit

CD1 - 2 - O que é o que é?
Paulo Tatit/ Edith Derdyk

CD1 - 3 - Balé
Sandra Peres/ Zé Tatit

CD1 - 4 - Bolacha de Água e Sal
Sandra Peres/ Paulo Tatit

CD1 - 5 - Eco
Paulo Tatit/ Luiz Tatit

CD1 - 6 - Pé de nabo
Sandra Peres/ Luiz Tatit

CD1 - 7 - Menina Moleca
Paulo Tatit/ Zé Tatit

CD1 - 8 - Sol Lua Estrela
Sandra Peres/ Alice Ruiz

CD1 - 9 - Toda criança quer
Péricles Cavalcanti

CD1 - 10 - Bicicleta
Sandra Peres/ Luiz Tatit

CD1 - 11 - Taquaras
Paulo Tatit/ Luiz Tatit

CD1 - 12 - Vovô
Paulo Tatit/ Edith Derdyk

CD1 - 13 - Oiá
Sandra Peres/ Arnaldo Antunes

CD1 - 14 - Estica dobra
Paulo Santos/ Ana Lúcia Braga

CD1 - 15 - África
Sandra Peres, Paulo Tatit/ Arnaldo Antunes

CD2 - 1 - Cozinha Pé com pé
Sandra Peres e Paulo Tatit

CD2 - 2 - Cozinha O que é O que é?
Paulo Tatit e Edith Derdyk

CD2 - 3 - Cozinha do Balé
Sandra Peres e Zé Tatit

CD2 - 4 - Cozinha Água e Sal
Sandra Peres e Paulo Tatit

CD2 - 5 - Cozinha do Eco
Paulo Tatit e Luiz Tatit

CD2 - 6 - Cozinha Pé de Nabo
Sandra Peres e Luiz Tatit

CD2 - 7 - Cozinha da Menina Moleca
Paulo Tatit e Zé Tatit

CD2 - 8 - Cozinha de Sol, Lua e Estrela
Sandra Peres e Alice Ruiz

CD2 - 9 - Cozinha de Toda Criança
Péricles Cavalcanti

CD2 - 10 - Cozinha da Bicicleta
Sandra Peres e Luiz Tatit

CD2 - 11 - Trilha Sonora das Taquaras
Paulo Tatit e Luiz Tatit

CD2 - 12 - Cozinha do Vovô
Paulo Tatit e Edith Derdyk

CD2 - 13 - Cozinha Oiá
Sandra Peres e Arnaldo Antunes

CD2 - 14 - Cozinha, Estica e Dobra
Paulo Santos e Ana Lúcia Braga

CD2 - 15 - Cozinha da África
Sandra Peres, Paulo Tatit e Arnaldo Antunes


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
PALAVRA CANTADA
Tel: (11) 3083-3733
E-mail: atendimento@palavracantada.com.br
http://www.palavracantada.com.br

30 de novembro de 2006

29 de novembro de 2006

ANDI ANALISA OS SUPLEMENTOS INFANTIS DOS JORNAIS

Agência de Notícias dos Direitos da Infância lança publicação sobre a cobertura dos veículos destinados às crianças

por Priscila Gonsales
no www.educarede.org.br

Photobucket - Video and Image Hosting
Âmbar de Barros, vice-presidente da Andi, fala na cerimônia de abertura do seminário

No dia 17 de junho, a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) reuniu em São Paulo 40 editores e repórteres de 36 suplementos infantis de jornais de todas as regiões do país. O encontro, em formato de seminário e grupos de discussão, teve por objetivo debater com os jornalistas os resultados da pesquisa "Esqueceram de Mim", uma análise inédita dos cadernos dirigidos às crianças.

O evento contou com a presença de representantes do Instituto Ayrton Senna, Unicef, Ministério da Educação e Cidade Escola Aprendiz, apoiadores do projeto. Em sua fala de abertura, a vice-presidente do Conselho Diretor da Andi, Âmbar de Barros, destacou a importância de os jornais contemplarem a cultura brasileira em suas pautas. "Os suplementos infantis precisam assumir um compromisso com a promoção da diversidade, e estimular nos leitores uma visão crítica dos meios de comunicação", ressaltou.

No período de agosto a novembro de 2001, o conteúdo de 138 edições dos cadernos de jornais dirigidos exclusivamente ao leitor mirim foi objeto de análise quantitativa e qualitativa pela equipe da Andi. Como o nome da pesquisa antecipa, a ANDI constatou que os jornais brasileiros, com raras exceções, ignoram o potencial pedagógico dos cadernos e páginas "infantis". Segundo foi apurado, os veículos vêm deixando de produzir um material mais rico e consistente no sentido de formar leitores e, mais do que isso, cidadãos. O estudo completo pode ser visto na publicação A Mídia dos Jovens, uma realização da ANDI e do Instituto Ayrton Senna, com apoio do Unicef, que traz ainda um retrato da cobertura (ao longo de todo o ano de 2001) feita pelos suplementos e revistas dirigidos aos adolescentes.

Os jornalistas que participaram do seminário produziram um documento com recomendações para que possam vir a otimizar a cobertura dos espaços destinados às crianças. O material, em fase de finalização, estará disponível em agosto, quando será enviado para todos os participantes do encontro.

ESQUECERAM DE MIM
Confira abaixo alguns resultados da pesquisa "Esqueceram de mim".
O site da ANDI disponibiliza em PDF a publicação ou pedidos podem ser feitos por e-mail.

Photobucket - Video and Image Hosting
Jornalistas dos cadernos infantis durante grupo de discussão

:: Temas abordados pelos suplementos

· Meio ambiente - 12,7%
· Temas da atualidade - 9,7%
· Sexualidade - 0
· Relações com os pais - 0,9%
· Relações com os irmãos - 0,2%
· Brincadeiras - 0,9%
· Diferenças culturais e étnicas - 0,5%
· Portador de necessidades especiais - 0,5%
· Temas psicológicos (depressão, ansiedade, raiva) - 0,5%

:: Linguagem utilizada

· Utiliza palavras difíceis - 54,5% (desses, 8,9% trazem vocabulário)
· Sugere que o leitor se aprofunde no tema - 8,7%
· Apresenta mais de um ponto de vista - 5,7%
· Traz textos descritivos - 5,6%
· Dirige-se claramente à criança - 57%
· Não deixa claro a quem se dirigem - 34%
· Apresenta texto relacionado a jogos e passatempos - 1,4%

:: Grupos focais: o ponto de vista das crianças

· Não gostam dos nomes diminutivos "inho" e "inha"
· Deveria haver diferenciação de conteúdo por faixas etárias
· Diferenciar o que é publicidade e o que é notícia
· Faltam histórias - não gostam de terrorismo
· Usar letras maiores
· Quadrinhos - seção favorita
· Associar matérias a jogos e passatempos
· Redigir a matéria como história
· Não gostam de glossário, deve-se usar palavras simples

12/07/2002

20 de novembro de 2006

AS CRIANÇAS E OS IMPRESSOS

Entrevista concedida a Marcus Tavares Fonte: Sítio Rio Mídia
(www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia)

4/16/07, gabriel guimard wrote:


Pode-se dizer que a jornalista Josy Fischberg, editora-assistente do Globlinho, suplemento infantil do jornal O Globo, tem conseguido aliar a prática de sua profissão com o respaldo acadêmico. Josy acaba de defender sua dissertação de mestrado (Criança e jornalismo: um estudo sobre as relações entre crianças e a mídia impressa especializada infantil) no curso de pós-graduação de Educação (PUC-Rio).

"Minha vontade era compreender de que forma as crianças, que vivem em uma época tão marcada pela força incontestável da televisão, a mídia audiovisual, constituída por imagens em movimento e som, se relacionavam com uma mídia impressa, estática, constituída por textos corridos, fotografias e imagens", explica Josy.

Foram entrevistadas 59 crianças de duas escolas da cidade do Rio de Janeiro. Para a maioria, os jornais impressos são feios, soltam tinta, trazem textos grandes e não são nem um pouco atraentes e coloridos. "As observações dos meninos e meninas não são certas nem erradas, mas não são à toa. Para essa meninada, o jornal é uma coisa chata, mas, ao mesmo tempo, ela credita valor à publicação. As crianças acham que o jornal é fonte de informação, que é algo muito importante", revela Fischberg.
Na sede do jornal O Globo, Josy concedeu a seguinte entrevista ao RIO MÍDIA:

RIO MÍDIA - O que a motivou a estudar a interface entre as crianças e os suplementos infantis?
Josy Fischberg
- O desejo surgiu da inquietação de uma repórter. Durante os anos de 2003 e 2004, uma de minhas funções na redação do jornal em que trabalhei, O Globo, era escrever para o seu suplemento infantil, o Globinho, um caderno editado semanalmente e destinado a um público com idades entre 8 e 12 anos. Escrever, neste caso, não significava apenas redigir. O trabalho ia desde a busca e sugestão de assuntos e temas que fossem do interesse das crianças leitoras, passava pelas entrevistas e fotografias que fazíamos "na rua", em bom jargão jornalístico, e tinha, como etapas seguintes, a redação do texto, sua diagramação ao lado das imagens pertinentes e, enfim, a publicação da reportagem. Pois era o ponto final do processo descrito que, de certa forma, me incomodava. Enquanto a maioria dos jornalistas se preparava, findo o trabalho, para dar início a um novo processo - sugestão de pauta/apuração/redação -, meu maior desejo era, na verdade, partir para a casa de meus leitores de pouca idade e entrevistá-los, no intuito de saber o que pensavam sobre o material que produzíamos. Procurei então o curso de pós-graduação em Educação da PUC-Rio.

Ao ingressar no curso de mestrado, me desliguei oficialmente do jornal, embora tenha continuado a escrever esporadicamente. Com este trabalho, busquei realizar um estudo sobre as interações entre crianças e os impressos jornalísticos, em especial aqueles voltados para o público infantil. O objetivo era compreender de que forma as crianças, que vivem em uma época tão marcada pela força incontestável da televisão, a mídia audiovisual, constituída por imagens em movimento e som, se relacionavam com uma mídia impressa, estática, constituída por textos corridos, fotografias e imagens.

RIO MÍDIA - E o que foi que você constatou?
Josy Fischberg
- Antes de tudo, é preciso frisar que não podemos generalizar os resultados. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que envolveu crianças de um determinado contexto socioeconômico e cultural, de uma determinada realidade. Foram entrevistadas 59 crianças, divididas em três grupos: dois pertencentes à escola pública (alunos entre 11 e 16 anos, matriculados na 5ª série) e um terceiro ligado à escola particular (alunos entre 10 e 12 anos, matriculados na 5 e 6ª séries). Convivi três meses com os estudantes realizando oficinas. Logo de início, constatei que a televisão e a internet exerciam, sem sombra de dúvida, um maior fascínio e estavam muito mais presentes na vida das crianças do que o jornal e as revistas. Para as crianças, as publicações eram feias, soltavam tinta, traziam muitos textos grandes e não eram atraentes nem coloridos.

Na avaliação das crianças, o jornal deveria ser encadernado em espiral e tinha que ter cor, como a televisão. O apelo do audiovisual é muito forte para os usos e os desusos que as crianças fazem do impresso. Não tem mais como se desvencilhar disso. Segundo os estudantes, o jornal deveria ter mais coisas divertidas como a televisão tem.

RIO MÍDIA - Você ficou surpreendida com estas observações?
Josy Fischberg
- Desconstrui algumas percepções que tinha. Temos, por exemplo, uma visão de que as crianças gostam apenas de coisas de criança, como literatura infantil, apresentadores de programas infantis e outros diversos produtos que enquadramos para a sua faixa etária. Mas a realidade não é bem assim, pelo menos ao analisar este grupo. As meninas e os meninos gostam de coisas do mundo adulto, mas que, na prática, são coisas que estão ligadas tanto ao mundo adulto quanto ao universo das crianças dos dias de hoje. Nós é que achamos que existe esta divisão. Elas não. Assim como os adolescentes e os adultos, as crianças gostam de moda, de novela, de esporte...

O que surpreende também é que, quando os assuntos são interessantes, as crianças não se importam com o tamanho do texto da matéria. Elas lêem com prazer e sem nenhuma dificuldade, não acham o texto difícil. Se o assunto for interessante e tiver a ver com o seu dia-a-dia, a criança vai ler a reportagem independente do tamanho da matéria, da foto ou até mesmo da diagramação.

RIO MÍDIA - A pesquisa fez você repensar sua atuação como jornalista que escreve para crianças?
Josy Fischberg
- Com certeza. Defendi a dissertação em março passado. Nesse meio tempo, fui convidada para voltar para o jornal O Globo, para trabalhar, desta vez, como editora-assistente do Globinho. Depois de vivenciar esta pesquisa, aprendi algumas coisas e reformulei alguns pontos. Hoje, quebro muito mais a cabeça para pensar e produzir uma pauta do que antes. Um exemplo bem prático é a forma de escrever. Antigamente, meu texto fazia muitas perguntas para o leitor, para a criança. Era como se eu quisesse dialogar com ela. Mas durante o estudo vi que isso não é tão necessário. Isto não faz diferença. A criança, pelo que pude ver, vai ler se quiser, se o assunto for do seu agrado, se despertar algum interesse. Você não precisa, no texto, ficar chamando ou instigando a criança. Hoje, percebo que, de certa forma, acabava infantilizando o texto, a maneira de escrever.

RIO MÍDIA – Você acha que estamos presenciando, cada vez mais, a antecipação da vida adulta das crianças?
Josy Fischberg
- Não gosto de falar em antecipação da vida adulta. Penso que elas vivem num mundo diferente do que a gente viveu. Elas não são adultas. Apenas têm mais informação. Não sou tão pessimista como alguns teóricos que apontam que a infância morreu. Essas crianças têm, na prática, uma infância diferente. São crianças num mundo diferente. Cabe a nós entendê-las. Entender o raciocínio e o pensamento desta geração que tem um mundo diferente para explorar.

RIO MÍDIA - Quais são os temas abordados pelos jornais que mais agradam as crianças? Há diferença quanto ao gênero?
Josy Fischberg
- As crianças não têm muito costume de ler jornal, embora suas famílias comprem ou assinem as publicações. Os responsáveis pelos alunos da escola pública geralmente liam os jornais cariocas Extra e Expresso. Os da particular eram assinantes do jornal O Globo. Pelo que verifiquei, as crianças lêem com mais freqüência revista. Os meninos gostam daquelas que falam sobre jogos eletrônicos. Já as meninas, publicações como Capricho, Caras e Contigo. Todos lêem também, de certa forma, revistas infantis, mas é esporádico. Um detalhe interessante é que as meninas, sem nenhum tipo de problema, se interessam pelos assuntos dos meninos. Mas o contrário não acontece: os meninos se recusam a se misturar, ceder, conversar ou partilhar. Com relação ao jornal, tanto meninas quanto meninos se interessam por matérias que envolvem celebridades, matérias sobre fofocas. Não gostam de reportagens sobre economia e política.

RIO MÍDIA - Se eles pudessem refazer o jornal, o que eles modificariam?
Josy Fischberg
- Eles mudavam o aspecto físico, utilizando o papel revista e colocariam mais fotos e cor. Quanto ao conteúdo: textos mais curtos, embora eles leiam, como já disse, o que desejam e não se importam com o tamanho. Eles desejam ler também matérias mais legais e positivas. Afirmam que não gostam de ler sobre a violência. Mas é um tema recorrente quando conversamos sobre a cobertura de jornal. Eles não gostam de ver nem de ler tais assuntos, dizem que faz mal. Mas, ao mesmo tempo, se interessam por eles.

RIO MÍDIA - Diante de sua pesquisa, qual é o papel de um suplemento infantil?
Rosy Fischberg
- Apresentar o jornal de forma mais palatável possível já que as crianças, de certa forma, não gostam da publicação. As observações que elas fazem do jornal não são certas nem erradas, mas não são à toa. Para essa meninada, o jornal é uma coisa chata, mas, ao mesmo tempo, ela credita valor à publicação. As crianças acham que o jornal é fonte de informação, que é algo muito importante. Isso é muito bom!

RIO MÍDIA - Como você avalia o espaço que a grande imprensa escrita dedica às crianças?
Josy Fischberg
- Os jornais estão se dando conta da necessidade de conquistar o público infantil e de saber como lidar com ele. Acho que há pouco espaço para as crianças nos jornais. A maioria não tem nenhuma proposta ou suplemento. No caso do Rio de Janeiro, apenas o jornal O Globo tem um projeto neste sentido. Mas acredito que as empresas estão estudando, estão pesquisando uma fórmula de fazer um produto de qualidade para um público que é bastante exigente.

6 de novembro de 2006

SUPLEMENTOS INFANTIS EM JORNAL

Photobucket - Video and Image Hosting
Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo


Photobucket - Video and Image Hosting
Photobucket - Video and Image Hosting
Sininho, suplemento infantil do Jornal Vale do Sinos


Photobucket - Video and Image Hosting
Revista de Quadrinhos, suplemento do O Sul


Photobucket - Video and Image Hosting
Campanha EDUCAR É TUDO, na Zero Hora


Photobucket - Video and Image Hosting
Photobucket - Video and Image Hosting
Meu filho, suplemento da Zero Hora


Photobucket - Video and Image Hosting
Jardim do Diário, suplemento infantil do Diário Gaúcho


Photobucket - Video and Image Hosting
Foca, suplemento infantil do Pioneiro da Serra