8 de setembro de 2006

A COR DA CULTURA

do site www.acordacultura.org.br

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A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo. Visite o site www.acordacultura.org.br e confira a riqueza de materiais disponíveis para você saber mais sobre os afro-brasileiros.

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LIVROS ANIMADOS, click e veja histórias afro-brasileiras e africanas feitas para crianças (vídeos no site www.acordacultura.org.br e no Canal FUTURA de TV)

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HERÓIS DO MUNDO, click e conheça personalidades negras brasileiras que fizeram história (vídeos no site www.acordacultura.org.br)

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NOTA 10, click e experimente formas de aplicação da Lei 10.639/2003 (artigos no site www.acordacultura.org.br e programas no Canal FUTURA de TV)

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MOJUBÁ, click e receba o axé das várias expressões da cultura afro-brasileira (artigos e vídeos no site www.acordacultura.org.br)

E MAIS, click em:
Valores Civilizatórios
Cadernos do Professor
Sala de Música
Memória das Palavras
Biblioteca
Informes


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PROJETO "A COR DA CULTURA"

UM OLHAR SOBRE A DIVERSIDADE
Apresentação do Projejo A Cor da Cultura, retirada do Caderno de Textos 1 - Saberes de Fazeres - Modos de Ver

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Num mundo de grandes desigualdades, nem sempre é fácil lidar com a diferença. Ela está em toda a parte. Por vezes, é mais simples percebê-la quando a questão envolve apenas dois times de futebol, duas religiões, dois partidos políticos, duas formas de agir. Na abordagem de temas mais complexos, ou simplesmente se a proposta exige um exercício crítico rigoroso, podemos dizer que mesmo entre os mais semelhantes, habitam rigorosas diferenças – afinal, cada ser humano é único no conjunto de suas características.

Viver em sociedade implica a necessidade de uma postura em relação às diferenças – essa tende a ser uma condição comum até para quem busca compreender a ética ou a justiça. Mas, e quando as diferenças não são perceptíveis? Ou melhor, o que ocorre quando, em vez de reconhecê-las (e valorizá-las), passamos ao largo e assumimos o posicionamento de quem prefere fingir que elas não existem?

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Em primeiro lugar, para que um assunto gere discussão e divergência é preciso que ele seja abordado. Do contrário, a tendência é supormos que o nosso ponto de vista é o único correto. Mais do que isso: quando atribuímos juízo de valor às semelhanças e às diferenças, perdemos de vista o que elas podem proporcionar de melhor para uma compreensão mais apurada do mundo em que vivemos. Não deixar que elas revelem é negar uma possibilidade essencial para a transformação da sociedade: a partir dessa percepção reformulamos nosso modo de ver as coisas do mundo e, por conseqüência, o próprio mundo. Esse seria o papel do verdadeiro cidadão, ou seja, descobrir que tipo de conseqüência tem origem no ato de interpretar o mundo, de uma forma ou de outra. Com essa visão a descoberta das diferenças pode ser uma experiência enriquecedora.

A nossa proposta é compreender a diferença como diversidade e trabalhar em torno do binômio informação-educação, entendendo que ele representa mais do que produzir bons conteúdos culturais para a televisão. Consideramos o uso da TV com propósitos educacionais, buscando ampliar o acesso ao conhecimento. No entanto, manter tal compromisso com o telespectador implica evitar “respostas prontas” e permitir que ele formule suas próprias questões. De acordo com propostas pedagógicas contemporâneas, seria algo semelhante ao professor que vai além de simplesmente transmitir seu conhecimento ao aluno, e que compreende que o estudante também possui um saber – local, cultural, afetivo, profissional -, entre tantos. Por isso é importante falar das diferenças e procurar entender sua potencial contribuição para a sociedade. O projeto A Cor da Cultura quer abrir espaços para que seus diversos públicos construam por conta própria os alicerces de seu conhecimento.

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Paulo Freire nos ensina que a lição do educador deve, necessariamente, respeitar o educando, ou seja, “ensinar exige reconhecimento e assunção da identidade cultural”. A valorização do outro, de suas experiências, de seu espaço e cultura, é prioridade do projeto A Cor da Cultura, que pretende incluir na programação da TV um pouco da história, das vivências e da riqueza cultural do negro, recuperando temas e promovendo discussões que deveriam fazer parte do dia-a-dia da sociedade. A intenção é chamar a atenção para o fato de que a presença do afro-descendente na mídia e o acesso à informação sobre o patrimônio cultural produzido pelo negro não correspondem a sua participação demográfica, vivendo num país em que quase da metade da população é afro-descendente, é incompreensível que os meios de comunicação negligenciem sua participação como protagonista da vida social brasileira, atribuindo-lhe o papel de coadjuvante.

A História oficial relegou aos negros o papel secundário, dificultando o caminho em direção à sua inclusão social e criando um estado de desigualdade difícil de ser alterado. Difícil, mas não impossível.

O primeiro passo para mudar esse quadro é o entendimento de que há, sim, uma discriminação racial. Ela acontece ora de maneira mais explicita, como nas piadas, ora de maneira mais velada. O número reduzido de negros ocupando cargos mais altos nas empresas é um bom exemplo. De um modo ou de outro, a ação silenciosa do preconceito tem mantido os índices de desigualdades em patamares inaceitáveis para um país que se pretende democrático. De posse dos números e observando a realidade com alguma isenção, devemos deixar de lado o mito de que as condições são iguais.

Vale ressaltar que a desigualdade não se reflete apenas nos indicadores sociais ou nos desníveis de renda: essa é a expressão mais evidente do racismo. Ela evidencia uma estrutura cultural e social que acaba por mascar uma discriminação mais profunda: a desvalorização, desumanização e desqualificação, ou o não reconhecimento simbólico das tradições, saberes e fazeres do povo afro-descendente.

Devemos levar em conta que tal desigualdade não é exclusiva com relação aos afro-descendentes: outros grupos étnicos, raciais ou religiosos padecem com essa estrutura excludente, no Brasil e no mundo.

Baseados nesse fato, devemos nos perguntar: o que é preciso fazer para minimizar as diferenças no desenvolvimento social?

Mudanças não se processam da noite para o dia, nem tão pouco sem o envolvimento de parte expressiva da população. Para estabelecer o equilíbrio nessas relações, é necessária a participação de vários setores da sociedade civil, governos e ONGs e, principalmente, veículos de comunicação. Não se pode esquecer que, historicamente, a mídia, de maneira geral, sempre produziu conteúdo identificado com critérios e valores europeus, levando a uma “escassez de respeito ao déficit de reconhecimento da civilização e da população descendente de africanos”, no dizer do professor Júlio César de Tavares. Basta percorrer a programação da TV, freqüentar as redações de jornais e revistas, analisar seu conteúdo, buscar referencias sobre os temas ou assuntos vinculados à cultura negra para constatar que os afro-descendentes não estão representados de acordo com sua presença numérica e simbólica na nossa sociedade. Chega-se a conclusão de que os veículos não sabem lidar com as diferenças: então se tem uma comunicação influenciada ideologicamente, ainda que de maneira sutil. O pior resultado dessa prática é o racismo.

Eis aqui uma questão realmente fundamental para se discutir nas salas de aula. A influência dos veículos de comunicação sobre a forma de ser, de pensar e agir dos indivíduos tem sido estudada pelo menos nos últimos 80 anos. Em maior ou menor grau, é claro que a mídia influencia a maneira pela qual as pessoas percebem o mundo. Muitas vezes, o fato de algo estar na TV, no jornal ou no rádio faz com que as pessoas acreditem que seja real. É como se, para ser verdade, fosse preciso estar na mídia.

A ausência quase total de protagonistas negros influencia a forma das pessoas verem a realidade. Quando se observa que o negro só aparece como coadjuvante ou com sua imagem vinculada a algo negativo, seja na novela da TV ou na matéria do jornal, compreende-se como a mídia pode influenciar a maneira de as pessoas entenderem as relações dos grupos étnicos na sociedade, perpetuando os preconceitos. A representação do negro – ou a ausência dela -, seguindo os padrões que o colocam em posições subalternas, faz com que grande parte da sociedade reproduza as “vozes do racismo”. Sabemos que a mídia atua como moduladora dos conhecimentos, na medida que os agenda, referencia as fontes, seleciona as falas, normatiza a gramática cultural utilizada e produz os sentidos que influenciam na construção da realidade e na forma de o sujeito se relacionar com o mundo.

Para fugir desse roteiro tradicional, promover de fato a inclusão do negro no conteúdo dos veículos de comunicação evitar a chamada desqualificação de sua identidade cultural, o projeto A Cor da Cultura ganhou forma em diferentes produções audiovisuais do canal Futura, exibidas também na TV Globo e na TVE. Ao todo são cinco programas divididos em 56 episódios.

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Livros animados traz para a tela da TV obras de literatura infantil ilustradas, conferindo movimento às narrativas através de recursos de computação gráfica. As histórias são voltadas para um público de 5 a 10 anos e procuram discutir temas como multicuturalismo, identidade, memória e etnia. Como critério, entre outros, está a necessidade de evidenciar a contribuição do negro, seja no ato de criação do livro ou na temática. A proposta é elaborada no sentido de restituir ao afro-descendente a possibilidade de elevar sua auto-estima , com produtos audiovisuais ricos em termos de lucidade.

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No programa Nota 10 Especial - A Cor da Cultura, a realidade da sala de aula é o pano de fundo para discussões cujo fio condutor é sempre um tema ligado à Educação. O propósito fundamental da série aponta para reflexão de alunos e professores sobre a diferença, reproduzindo muitas vezes situações corriqueiras do dia-a-dia da escola. Os assuntos abordados vão de representação dos negros nos materiais didáticos utilizados no colégios à religiosidade de origem africana. A partir desses conteúdos, pode haver o debate sobre como o preconceito é naturalizado, permitindo enxergar (talvez) formas não explicitas de exclusão.

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O interprograma, como o nome sugere, ocupa o espaço entre duas atrações de maior duração. Os Heróis de Todo Mundo é a prova de que, mesmo de forma reduzida é possível contar uma historia de modo sedutor e educativo. Os episódios percorrem a vida de grandes personagens negros do passado que se destacaram em suas áreas de atuação. Eles são representados por personalidades da atualidade, cujas carreiras, de alguma forma, influenciaram. Se a heroicidade contribuiu para a identificação do homem projetando sua auto-estima , esses interprogramas, ainda permitem recuperar aspectos históricos importantes para ajudar o telespectador a redesenhar sua visão sobre os mitos de uma sociedade, indo além das figuras genuinamente ligadas aos valores europeus.

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Jogo HERÓIS DE TODO MUNDO

Ação é o programa que pretende evidenciar iniciavas de cunho social, promovidas por instituições sem fins lucrativos, voluntários e organizações não-governamentais de natureza diversa. As discussões giram em torno de como a sociedade pode se transformar no curto, médio e longo prazo, a partir da ação responsáveis de grupos ou indivíduos. No caso, os programas especiais criados para o projeto A Cor da Cultura abordam a contribuição cultural de ONGs, como o projeto Sonho de Erês e a Escola Criativa de Olodum, para valorização da identidade do afro-descendente e sua melhor inclusão social.

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Completa a série de programas Mojubá, conjunto de documentários sobre a religiosidade de matriz africana e sua penetração nas crenças e na própria cultura brasileira, em perspectiva histórica, social, e etnográfica. A fé é revelada como instrumento de resistência, componente da História e da identidade cultural; através dela, vemos como nosso cotidiano foi enriquecido pela tradição religiosa africana e percebemos que a distância que separa continentes não separa culturas.

Em outro plano do trabalho, o projeto A Cor da Cultura prevê uma série de atividades com o objetivo de tornar acessíveis às escolas o conteúdo dos programas. A idéia é criar um espaço de discussão entre alunos e professores sobre as questões ligadas à participação social dos descendentes de africanos, à discriminação que assume a feição do racismo, à valorização das formas de expressão do negro, entre outros assuntos. Essa iniciativa atende aos propósitos da lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e cultura afro-brasileira e africana na Educação Básica. Considerando a importância do tema para interferir no processo de produção de desigualdades étnico-raciais e de racismo, o projeto A Cor da Cultura espera incluir o assunto na agenda de discussão das escolas. Levando-se em conta que o movimento precisa ser coletivo, a expectativa é de que esse trabalho se desenvolva nas escolas, ecoando para os demais espaços sociais e disseminando valores mais igualitários.

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CD com sons afro-brasileiros

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Jogo de palavras

Projeto A cor da Cultura

8 comentários:

Marilei disse...

Não vou fazer um comentário mas sim pedir uma informação.Dou aula para a segunda série do ensino fundamental e estou procurando o dvd Kiricu e a feiticeira mas já liguei em todas as locadoras de minha cidade e não tem.Como poderia consegui-lo?Obrigada

Rosangela disse...

SOU PROFESSORA 1ªSERIE ENSINO FUNDAMENTAL,ESCOLA MUNICIPAL PRETENDO TRABALHAR O TEMA A COR DA CULTURA, GOSTARIA DE SABER COMO RECEBER O MATERIAL. OBRIGADO

monica disse...

oi sou Edileusa, Diretora do Colégio Municipal de Colônia, nossa que coleção maravilhosa para serem inseridos no partifólio do professor em todas as áreas, pois percebir que contempla em para consequentemente chegar ao alunos. Além de proporcionar as crianças uma maior interação e conhecer essa história de outro anglo
não só o que a mídia mostra...
Como posso receber esta coleção?

san disse...

ola, estou fazendo pedagogia e gostaria d esaber onde adquirio o material a cor da cultura.
obrigada

san disse...

ola, estou fazendo pedagogia e gostaria d esaber onde adquirio o material a cor da cultura.
obrigada

Janet-Jane disse...

Como fazer para receber este maravilhoso material. Sou cordenadora da CEAFRO e o meu município precisa de recursos para se fortalecer no trabalho de valorização da população negra atendendo a Lei 10.639/03

Ellen Cristina disse...

adoraria receber esse material como faço pra conseguir?Sou professora e vou trrabalhar esse tema com meus alunos
obrigadaEllen SJC

Edvaldo disse...

Primeiramente quero me apresentar, sou porfessor de História e educador musical desde das séires iniciais até o ensino médio e trabalho em comunidades com perfil rural onde há predominância é de traços de afrodescendentes mas que não se auto-declaram na sua indentidade pertencentes ao legado deixado pelos nossos antepassados africanos.

E# mais parabeniso a proposta do Programa a Cor da Cultura para nós Brasileiros que carecemos de instrumentos didáticos para erradicar de uma vez por toda o preconceito da nossa sociedade.
Por fim como posso receber o material produzido por vocês para que eu possa fazer uso nas minhas ações?